sexta-feira, 6 de novembro de 2009


A vida muitas vezes nos faz passar por situações inusitadas... Quando criança, eu estudei com uma menina que era irmã do 1º bebê de proveta do Brasil. Eu não entendia direito o que era aquilo, mas sabia que ser algo importante, pois a família estava sempre na mídia local e nacional, eu achava interessante. Quando resolvi cumprir com meu papel de agente possibilitador da vida, percebi que minha saúde, que sempre acreditei ser perfeita, tinha alguns defeitos de fábrica... Bem, com muito sofrimento, descobertas mirabolantes, pesquisas, entrevistas, enfim, de uma verdadeira gincana atrás da tão sonhada maternidade e de chegar à estranha conclusão de que, aqueles que mais desejam um baby têm alguma ou muita dificuldade em obtê-lo, cheguei à tal Fertilização in Vitro, um nome mais chique para o tal bebê de proveta que me intrigava ma infância. Mas antes passei por todos os principais médicos de Curitiba, os bam bam bans, gastei uma grana danada e achei o melhor deles, o Dr. Alessandro. Na segunda tentativa neste método, que para os íntimos chama-se FIV, quando meu sonho parecia já muuuito distante, me surpreendi com um teste de farmácia, feito muito antes da data prevista do tal Beta HCG, que demora demais pra rolar. Putz, tinham dois risquinhos naquele negócio! Creeedo, pensei, mas esse teste serve para depois do atraso da menstruação e não era absolutamente esse o caso. Acho que tem gente vindo aí, pensei. E a probabilidade é que seja mais de uma criaturinha! Então, no dia do Beta era só pra conferir... Dizia lá no papelzinho do exame: acima de 25, você está grávida... O meu deu 760! Meu Deus, virei uma coelha! Os três embriões que implantei se multiplicaram e tem uma galera na minha barriga! Nossa, foi um susto até o próximo Beta, que deu 25000 e pouco, caramba... Meeedo! Tensão até a primeira ecografia... Vamos lá. Médico a postos. Aqui temos um, dois e... Chega! Ufaaaaaa! Que susto! Agora que relaxei, posso dar o meu palpite. O primeiro, com a enorme superioridade de um milímetro de comprimento, é o menino. A segunda, muuuito menor, é a menina. O médico me olhou e falou: “isso é você quem está dizendo”. Com aquele ar de “essa guria é louca”, mas no fundo, TODO MUNDO quer um casal, lógico. Mas eu não só queria, como tinha absoluta certeza: é um casalzinho, e vai ser o mais lindo e amado do mundo!